Valorizar a busca

Estamos sempre em busca de uma resposta para alguma coisa, não interessa o quê, não interessa o motivo, o fato é que queremos saber de algo (ou de tudo, talvez).

O problema é que — em um mundo em que temos tanto acesso à informação — encontrar uma resposta, incompleta ou parcial que seja, é muito simples. E, na maior parte das vezes, acabamos entendendo que isso basta. Somos curiosos e ansiosos por descobrir coisas novas, mas não deveríamos nos encantar com qualquer solução ou explicação. A melhor parte do conhecimento é a busca. Claro, é difícil convencer o pirata de que o tesouro é menos importante que o caminho feito para encontrá-lo. Afinal, por que não economizar esforço aproveitando o prêmio, no lugar de se cansar com a caça?

Mas nessa conta é preciso considerar que nem sempre o tesouro é verdadeiro. Tem peça falsa que brilha mais do que o ouro e resposta rápida que convence mais do que a verdade. Vivendo em um mundo em que as pessoas se preocupam menos com os fatos e mais com os impactos que as palavras geram no contexto social, devemos todos nos tornar vigilantes e defensores da busca lenta, enfadonha e demorada; como piratas que navegam em barcos ruins, e ainda assim seguem com esperança.

Grafite do artista Rogue-one